Saltar links

Mais artificial do que inteligente

Inteligência Artificial em campanhas de tráfego pago.

Muito se tem falado sobre Inteligência Artificial e o poder de processamento de dados destas ferramentas, de vídeos que viraram memes, até textos de sentenças judiciais, tornando cada vez mais difícil a compreensão da realidade vs. criação através das IA’s.

Recentemente, a Meta anunciou a capacidade de criação de campanhas de tráfego inteiras através da sua plataforma de Ads. Da configuração da campanha até a criação dos criativos, legendas e CTA’s baseados no entendimento da plataforma sobre o seu negócio.

Deixar uma inteligência artificial configurar e gerir campanhas de tráfego pago sem acompanhamento humano acarreta riscos significativos. A ausência de um gestor humano impede a compreensão do contexto do negócio, incluindo a cultura, valores e o posicionamento único da marca. 

A IA também falha em captar as dores emocionais do público-alvo, resultando em mensagens que podem não gerar conexão ou até afastar consumidores. Além disso, a IA pode ignorar sutilezas do mercado, como concorrência local, sazonalidades específicas e movimentos culturais ou políticos. 

Embora a IA otimize para métricas como cliques e conversões, ela não discerne os objetivos reais do cliente, como escoar estoque ou gerar leads qualificados, o que pode levar a campanhas desalinhadas com as metas estratégicas do negócio.

Em podcast recente no canal Flow, o programador brasileiro Fábio Akita decorre durante quase 5 horas sobre a história e o funcionamento das Inteligências Artificiais, e com este conhecimento fica mais claro o quanto as IA’s ainda são dependentes de prompts bem feitos, e mesmo assim, não conseguem ser totalmente assertivas e confiáveis na primeira instância. 

Anunciada pela Meta Ads como a solução definitiva para os anunciantes ativarem campanhas totalmente independentes sem auxílio profissional, a ferramenta poderá, sim, executar o que promete, mas jamais poderá entender profundamente as particularidades de cada cliente ou público procurado. 

Segundo Fábio, ferramentas como ChatGPT são “treinadas” para nos entregar uma composição textual que nos agrade, que seja o que buscamos e não necessariamente o correto ou o caminho mais assertivo, fazendo buscas incansavelmente pela internet e compilando isso tudo na resposta. Não há, de fato, um agente pensante que vai produzir ou entregar algo que um humano faria.

Além disso, a IA não consegue captar as sutilezas do mercado. Fatores como a concorrência local, sazonalidades específicas de um nicho, ou movimentos culturais e políticos que influenciam o comportamento do consumidor, frequentemente passam despercebidos pela análise da IA. 

Esses elementos contextuais, que são dinâmicos e muitas vezes imprevisíveis, são cruciais para a adaptação e o sucesso das campanhas.

A IA pode otimizar para métricas como cliques e conversões, mas não discerne os objetivos reais do cliente. Ela não compreende se o foco primário é escoar estoque, gerar leads qualificados para uma venda complexa, ou simplesmente fortalecer o reconhecimento e a presença da marca. 

Essa distinção é vital, pois os resultados de uma campanha devem estar alinhados com as metas estratégicas mais amplas do negócio. Como ferramenta, é inquestionável que a Inteligência Artificial auxilia e muito no dia a dia dos profissionais de diversas áreas, mas é bom deixar sempre muito claro que se trata de uma ferramenta de otimização de tempo e produtividade, mas sozinha ainda estamos distantes de obter resultados confiáveis.

Deixe um comentário

Receba as novidades do Panda
Mais
Arraste