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Eu tô sempre sendo enganado

Desde que o Mirabel saiu do mercado, em 2001, eu nunca mais comi um wafer à altura. Mas será que ele era tão bom assim ou é só uma memória afetiva e gustativa que tenho?

Quem cresceu nos anos 90 provavelmente concorda: ele era o auge do lanchinho. Também porque, naquela época, não havia tantas opções. Eram poucos sabores, em uma embalagem típica da época. 

Talvez seja justamente isso que me faz comprar até hoje, aleatoriamente, na esperança de reencontrar aquele mesmo sabor.

Em um relatório recente da Spherical Insights, que reuniu dados da Nestlé, Mondelēz, Hershey’s, Dukes, Kellogg’s e etc, aponta que essa falta de mercado movimenta mais de 100k de dólares por ano com uma projeção significativa até 2033. 

Será que mais alguém busca pelo sabor do Mirabel? 

Claro que o jeitinho brasileiro às vezes mascara um pouco os números do mercado nacional. Tem produto nada a ver por aí, sendo vendido como biscoito wafer, apenas para contornar determinada carga tributária. Mas… shhh. Não fui eu que falei isso.

O fato é:

Vou encontrar? Não.

Vou continuar em busca? Sim.

Talvez eu nem saiba o que eu tô buscando. Talvez eu nem lembre do sabor do Mirabel.

Já comprei excelentes “Mirabéis” ao redor do mundo. A Loacker, uma marca austríaca, tem um wafer muito bom. Mas não é um Mirabel. 

Esse Feiny, italiano, é joia. Mas não é um Mirabel. 

Também um israelense, à beira do Mar Morto. Maravilhoso, mas não era Mirabel. 

O Kolonáda, na Hungria. mas não era Mirabel. E tantos outros que nem tenho registro.

No fim das contas, acho que estou mesmo em uma busca inalcançável.

Mas o nome nunca será Wafer. Sempre será Mirabel.

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