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Do Silo para a vida – como a curiosidade arrisca nossa estabilidade

Do Silo para a vida - como a curiosidade arrisca nossa estabilidade

“Não sabemos por que estamos aqui. Não sabemos quem construiu este Silo. Não sabemos por que tudo fora do Silo é como é. Não sabemos quando será seguro sair. Só sabemos que esse dia não é hoje.”

Com essa abertura começa mais uma série distópica, tema que eu particularmente adoro, chamada Silo, da Apple TV, baseada nos livros da trilogia de Hugh Howey.

Já nos primeiros minutos da história entendemos que a dúvida sobre o que aconteceu com o mundo é uma constante a todos que moram no Silo – uma construção subterrânea, com 144 andares, onde os 10 mil moradores apenas acompanham por uma tela como está lá fora: cinza, seco, tóxico e inóspito. 

Do Silo para a vida - como a curiosidade arrisca nossa estabilidade

A escadaria em caracol é a conexão entre todos os 144 andares do Silo, que só podem ser percorridos a pé. 

Imagine viver sem poder abrir uma janela ou sair para a rua…

Agora imagine uma sociedade vivendo assim por mais de 140 anos.

É quase impossível não questionar o que realmente há lá fora ou como era a vida antes do Silo. Mas será que vale a pena arriscar tudo em busca de certezas? 

Na série, alguns já arriscaram. Ao pedirem para sair, eles são equipados com uma roupa especial, tal qual um astronauta, e são liberados para fora. Só que essa é uma decisão irreversível. Não há como voltar. E, até agora, todas as saídas tiveram consequências fatais.

O mundo realmente está inabitável? Ou é tudo uma mentira das autoridades do Silo, para manter as pessoas lá dentro? Qual a verdade por trás da forma como eles vivem? 

É em meio a essas perguntas que acompanhamos a jornada da engenheira Juliette Nichols (interpretada por Rebecca Ferguson), que trabalha nas profundezas do Silo, na área da Mecânica. Para tentar descobrir a verdade por trás de uma suspeita de assassinato, ela assume o cargo de xerife, depois que Holston Becker (David Oyelowo), o antecessor no cargo, resolveu pedir para sair do Silo.

Do Silo para a vida - como a curiosidade arrisca nossa estabilidade

A relação entre Juliette e Holston é marcada pela busca incessante da verdade. 

A série é repleta de reviravoltas, dúvidas e descobertas numa atmosfera escura e misteriosa, quase claustrofóbica, que te deixa preso na história e ávido por respostas.

A questão que ela traz e que podemos refletir na nossa vida é: devemos aceitar a realidade em que vivemos, sem questionar, e ter uma vida relativamente estável, ou devemos sair da zona de conforto e buscar algo supostamente melhor, mesmo que isso signifique arriscar nossa estabilidade?

Em vários momentos da vida esse questionamento paira na nossa mente, como, por exemplo: trocar de emprego, terminar um relacionamento, morar fora do país, empreender. Aquele famoso “e se?” 

E se eu ganhasse mais? E se tiver outra pessoa melhor para mim? E se eu me mudasse para o exterior?  E se eu abrisse um negócio?

As respostas? Arrisque ou viva a vida sem saber. 

Assim como em Silo, o “não-saber” também faz parte da vida. Como lidamos com essa incerteza é que nos move – ou nos mantém onde estamos.

“A curiosidade matou o gato”, diz o ditado. Mas será que tapar os olhos diante da suspeita também não nos mata aos poucos?  

Na dúvida, assista à série e faça suas próprias reflexões… 

Silo está disponível na Apple TV.

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